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GIMENEZ, M.P.: Traumas Cervicais pela Constrição do Pescoço nas
Asfixias Mecânicas, Tese de Mestrado pelo Curso de Pós-Graduação
de Cabeça e Pescoço do Hospital Heliópolis.

RESUMO

      As asfixias mecânicas pela constrição do pescoço, utilizam mecanismo próprio de ação, como no enforcamento, estrangulameto, e na esganadura, promovendo lesões externas e internas com características macroscópias próprias. Este estudo foi ralizado no Instituto Médico Legal da Cidade de São Paulo, Brasil. Fizemos a revisão de 11.856 laudos de morte violenta, sendo encontrados 367 laudos de morte por asfixias de qualquer origem que ocorreram no período de 01/01/1998 até 31/12/1998. Do total dos casos de asfixias, nosso estudo se direcionou para a morte violenta por asfixia mecânica devido à constrição do pescoço, totalizando 235 casos, divididos em 215 de enforcamento e de Esganadura.

      Houve pridomínio do sexo masculino apresentando 198 casos (84,25%), enquanto o feminino em 37 casos (15,75%); a cor branca esteve presente em 174 casos (74,04%); a idade variou variou de 3 a 90 anos, sendo que o predomínio ocorreu dos 21 aos 30 anos com 66 casos (28,09%). Nas lesões externas, o sulco oblíquo apareceu em todos os 215 casos de enforcamentos e o sulco horizontal, nos 14 casos de estrangulados. Nas lesões internas, todos os 235 casos de constrição dos pescoço tiveram a presença de hematoma subcutâneo, fratura de osso hióide em 120 casos, e a lesão de coluna cervical só apareceu em 3 casos do total dos casos estudados entre o enforcamento e o estrangulamento.

      Concluímos que o estudo pode comprovar a diferença das lesões encontradas nos mecanismos diversos de constrição do pescoço.

 

 

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